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Emae acusa Tesla de romper negociações e exigir

pagamento de5 milhões de euros em 24 horas

Vitrina, 25.08.2025 – Uma nova crise se instalou entre o governo são-tomense e a Tesla STP e, ao que tudo indica, parece afastar todas as possibilidades de qualquer entendimento. O diretor da Empresa de Agua e Energia, Emae, Raul Cravid acusa a Tesla de bloquear as negociações em curso que visavam chegar-se a um consenso para a alteração do contrato o Tribunal de Contas e o governo consideram “bastante lesivo” para o Estado são-tomense.

“De repente vem a Tesla impor ao governo 24 horas para pagar mais dinheiro sob pena de suspender o fornecimento de eletricidade”, diz Raul Cravid fazendo referencia a um ultimato com data de 19 de agosto entregue as autoridades.

De acordo com o Diretor geral da Emae, semanas antes o governo já tinha pago a Tesla mais de 240 mil euros, no âmbito deste contrato. Agora a empresa de origem turca quer mais cinco milhões de euros e deu ao governo um ultimado de 24 horas para liquidar este valor.

“Tesla hoje só está a produzir três megawatts de energia dos dez acordados, mas continua a faturar-nos dez, ou seja, continuam a faturar-nos 500 mil euros mês”, lamentou o diretor geral.Raul Cravid considera essa atitude de anormal, e acredita que exista uma “mão invisível” a orientar as movimentações e decisões que a empresa vem tomando em São Tomé.

“Parece que há uma mão invisível orientando a Tesla a fazer tudo isso, criando problemas no país desnecessariamente”, sublinhou o responsável que, mesmo não tendo avançado nome, fez um apelo dizendo esperar que “a pessoa a quem eu estou a destinar essa mensagem entenda que não é necessário prejudicar o desenvolvimento dessa nação”.

Raul Cravid diz que “a população está a sofrer por causa de uma pessoa, por causa de um individuo”.Para o governo, abandonar as negociações e exigir o pagamento de cinco milhões de euros ao Estado sob ameaça de suspender o fornecimento de energia configura rotura negocial. Por isso, apela ao Ministério Público a tomar providências.

“Fazer um país inteiro sofrer da forma como faz, autoritário, até querendo retirar aquilo que eu chamo de soberania do Estado, não. Não se pode continuar assim”, sentencia o diretor geral da Emae.Raul Cravid assegura que dentro de “mais tardar dois meses” a Empresa de Agua e Eletricidade vai normalizar o fornecimento regular de energia a todo o país, nessa altura, provavelmente sem a Tesla.

M. Barros

 

 

 

 

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