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Governo quer impulsionar economia atraindo investimento

estrangeiro através do Programa Cidadania

Vitrina 13.08.2025 - O Governo iniciou a implementação oficial do Programa Cidadania por Investimento (PCI), uma medida que considera estratégica para atrair capital estrangeiro e impulsionar setores-chave da economia nacional, “sustentada por um quadro legal, robusto e alinhada às melhores práticas internacionais”.

Numa publicação na sua página digital o executivo sustenta aplicação desse programa com a Lei da Nacionalidade (Lei n.º 07/2022), que no Artigo 10º, nº 2 “autoriza a naturalização por investimento ou doação e o Decreto-Lei n.º 07/2025, que regulamenta integralmente os procedimentos, valores, requisitos e salvaguardas do processo”.

O Governo explica ainda, na sua página oficial, que “a sua operacionalização será assegurada pela Unidade de Cidadania por Investimento e Doação (UCID), responsável pela receção das candidaturas, pela diligência prévia rigorosa e pela coordenação com o Ministério Público”.

“Os fundos angariados serão integralmente depositados no Fundo Nacional de Transformação (FNT), destinado a financiar projetos estruturantes nas áreas de energia, portos, aeroportos, habitação, saúde, educação, turismo e indústria, garantindo o impacto direto no desenvolvimento do país”, explica o executivo de Américo Ramos.

De acordo com a prematura, esse programa fixa um investimento mínimo de 90 mil dólares para candidatos individuais e outros 95.000 para famílias de até quatro membros, acrescido de 5.000 dólares por dependente adicional, além de uma taxa de processamento e verificação de outros 5.000 Usd não reembolsável.

Para garantir a promoção e gestão eficazes desse programa, o Governo celebrou um acordo exclusivo de dez anos com a empresa PASSPORT LEGACY, sediada no Dubai, que ficará responsável pela operação técnica e pela divulgação internacional do programa, prevendo-se ainda a abertura de uma Embaixada em Abu Dhabi e de um Consulado-Geral em Dubai com esse propósito.

“Nos termos contratuais, 56% das receitas serão canalizadas diretamente para o Estado, ficando o restante afetos a custos operacionais e de gestão, preservando-se integralmente a soberania nacional, uma vez que a decisão final sobre a concessão da cidadania continuará a caber exclusivamente ao Governo santomense”, explica o executivo.

O governo considera que o PCI “representa uma oportunidade concreta para injetar capital estrangeiro em setores estratégicos, diversificar a economia e gerar empregos” e reforça “a projeção internacional de São Tomé e Príncipe como destino seguro de investimento.

Na sua página oficial o Governo reconhece também que “a má gestão ou falhas na seleção de candidatos podem afetar a reputação do país” e toma o que aconteceu com Malta e Chipre. Defende, por isso, que é necessário “implementar mecanismos de controlos rigorosos, incluindo auditorias anuais, relatórios públicos trimestrais, exclusão de países de risco e verificação exaustiva da origem dos fundos”.

Na perspetiva do executivo o PCI é “um instrumento inovador que transforma receitas externas em desenvolvimento interno, preservando a identidade e os valores nacionais e posicionando São Tomé e Príncipe como protagonista de um modelo de crescimento sustentável no contexto global”.

M. Barros

 

 

 

 

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