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Nove anos depois tudo aponta para o arranque das obras

do novo hospital avaliado em 36,9 milhões de USD

Vitrina, 10.08.2025 - O governo assinou com o Fundo do Koweit uma adenda ao projeto de construção de um hospital de referência em São Tomé e Príncipe, cujas obras preliminares arrancam dentro de três semanas.

O projeto data de há nove anos, inicialmente estava avaliado em 17 milhões de dólares, mas a adenda assinada e anunciada esta semana pelo executivo eleva os custos do empreendimento para 36,9 milhões de dólares.

De acordo com o ministro do Estado das finanças, o BADEA (Banco Árabe de Desenvolvimento de África) garantiu que deste total, vai cobrir 17,9 milhões de dólares, o Fundo do Koweit, entra com um remanescente de 16,44 milões de USD, enquanto o Estado são-tomense tem a quota-parte de cerca de 2,5 milhões de dólares norte-americanos. “Já temos total engajamento do BADEA (Banco Árabe de Desenvolvimento de África), garantiu o Ministro do Estado das Finanças, Gareth Guadalupe em declarações a jornalistas.

Depois de várias peripécias que duraram cerca de nove anos, acredita-se que desta vez o projeto de construção de um novo hospital, com todas as condições infraestruturais, e apetrechado com equipamentos de referência vai mesmo arrancar. As obras preliminares iniciam dentro de três semanas, estando essas sob responsabilidade do Governo. O financiamento foi garantido desde 2016 e de lá para ca muita coisa mudou.

Havia a necessidade de pedir a extensão do financiamento para que nós pudéssemos ter um prazo para a sua implementação com a devida qualidade e tempo necessário que uma obra dessa envergadura requer”, explicou Gareth Guadalupe. O governante adianta que “há um trabalho de preparação” que é da responsabilidade do executivo que deverá arrancar “dentro de duas a três semanas” em Ferreira Governo, situado entre o cemitério de Gonga e a Vila de Santo Amaro, no Distrito de Lobata, onde vai ser construído o novo hospital.

Esses “trabalhos de preparação” consistem, de acordo com o ministro do estado das finanças, em efetuar obras de instalação de energia e água “totalmente dedicada” a nova infraestrutura “porque vamos ter unidade de hemodialise” que requer essas duas componentes sem interrupções.

Gareth Guadalupe adianta que o acordo assinado com os parceiros estabelece que “nenhum tostão entra para os cofres do Estado”, numa perspetiva de dar maior credibilidade e transparência a utilização dos fundos. “Sempre que houver alguma situação que deve ser paga, há uma equipa contratada pelo Fundo do Koweit que fiscaliza e envia o relatório, através do governo, para o pedido de desembolso”, explicou o ministro, sublinhando que “nós não precisamos ter o dinheiro connosco, precisamos é ter o hospital”.

Está tudo definido para que dentro de duas a três semanas se iniciem os trabalhos da parte que lhe cabe ao governo nestas obras que “é levar água, energia e rede de fibra ótica”. “Já temos total engajamento com o BADEA para completar a parte que faltava dos 37 milhões que é o custo total do projeto”.

“Nós estamos a falar da implantação de uma obra de 17 mil metros quadrados, para um terreno do estado livre de qualquer ónus, de 64.502 metros quadrados, com área de expansão suficiente para implantar o novo hospital e fazer outras obras. Inclusive, já pusemos em cima da mesa e em total coordenação com o parceiro, a construção de um heliporto, com a possibilidade de, em caso de emergência, eventualmente poisar um helicóptero para ir buscar um doente”, explicou o governante.

O titular das finanças lembra que as discussões para a construção deste novo hospital foram iniciadas em 05 de agosto e três dias depois de negociações concluíram com “a aceitação tanto do Fundo do Koweit como com o BADEA para o total financiamento”.

MB/Vitrina

 

 

 

 

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