Presidente da República
justifica cancelamento da
posse da
nova PGR com “questões de
procedimento

Vitrina, 20.07.2025 - O presidente
da república explicou este sábado os motivos que o levaram a
suspender o decreto que deveria nomear Miris Botelho nova
Procuradora Geral da república. Carlos Vila Nova que reagiu à
polémica, no seu regresso da Cimeira da CPLP de Bissau e disse que
não conferiu a posse da nova PGR quando deu conta que “havia
procedimentos que não foram cumpridos, então era melhor cortar ou
suspender para que o mal não fosse maior”.
“Não tem nada a ver com a
personagem ou personalidade, ou a figura da candidata, é apenas uma
questão de procedimento legal e administrativo que, a dada altura
não nos apercebemos que deveria ser cumprido”, acrescentou.
Carlos Vila Nova sublinhou que
“nessas coisas há muitas opiniões e as opiniões divergem e muitas
vezes não se concentram no que é a verdade”.“Portanto, nós vamos
continuar a pautar por fazer as coisas bem-feitas e em função das
propostas se toma a decisão de nomear o novo procurador”, disse,
lembrando que a data do término do atual caminha rapidamente para o
seu término”.
O presidente da república garantiu
“aos são-tomenses que os procedimentos serão cumpridos e foi apenas
pelos procedimentos que nós não fizemos a tomada de posse”. O chefe
de estado a espera a espera quando “receber as novas propostas e
serem cumpridos os procedimentos, nós procederemos a tomada de
posse. Esta nomeação é de grande responsabilidade, como todas as
outras”, lembrou o governante.
Durante as suas declarações feita
à chega da cimeira da CPLP, Carlos Vila Nova fez um recuo no tempo e
recordou que nos últimos tempos “nas minhas últimas intervenções eu
tenho feito um apelo ao comportamento e a atitude do homem”.
“Todo esse processo foi
aconselhado, houve aconselhamento. Nem sempre esses aconselhamentos
se adequaram exatamente com o que está previsto nas leis. Ninguém é
especialista em todas as matérias, eu também não o sou e a verdade é
que, as vezes, nós agimos em função das informações que temos e
daquilo que nos é submetido”, esclareceu.
Prometeu que não vai “agir avesso
as reformas” do sistema judiciário em curso no país e que está a ser
financiado pelos parceiros de desenvolvimento em cerca de 3,5
milhões de dólares. “O país precisa de reformas, nós não podemos
continuar a não nos entregarmos servir e não servirmos apenas, nós
temos que adotar uma atitude de profissionalismo.
Nós temos que ter um comportamento
em relação àquilo que fazemos de responsabilidade, são pequenas
coisas que nos faltam, mas eu acredito que com trabalho, com
perseverança, nós vamos conseguir fazer”, sentenciou Carlos Vila
Nova.
O presidente da república lembra
que é chegado altura de “começar a construir um país de novas
gerações, um país que já cumpriu um percurso que nós todos
assinalamos, que é são os 50 anos, agora temos que olhar para a
frente”.
M. Barro
